Cinco Violinos



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Cinco Violinos é uma designação da autoria do jornalista e treinador Tavares da Silva atribuída ao grupo de cinco jogadores da linha avançada da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal que, entre 1946 e 1949, maravilhou os espectadores pela arte, harmonia e entrosamento que empregava em campo.

Esse grupo era constítuido por Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e José Travassos. Os Cinco Violinos levaram o futebol aos maiores êxitos e marcaram uma época sem paralelo. Enquanto jogaram juntos, durante três temporadas, o Sporting Clube de Portugal foi sempre campeão nacional. Na Selecção Portuguesa de Futebol, este "quinteto" também contribuiu para alguns êxitos.

Estreia dos Violinos

Valentim, Cardoso, Marques, Canário, Barrosa, Veríssimo, Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Este é um onze mítico, um registo histórico da primeira vez que os Cinco Violinos se juntaram.

E, como não podia deixar de ser, fizeram logo estragos, numa viagem a Famalicão, que a revista "Stadium", na sua edição de 27 de Novembro de 1947, retrata da seguinte forma através da pena de Tavares da Silva:

"Em terreno de péssimas condições, os sportinguistas jogaram confiadamente, certos do triunfo. Não utilizando toda a energia; apenas a medida exacta (…) O Famalicão foi submetido a dura prova, aceitando o jogo com galhardia (…) No decair do encontro, e depois de 5-6, os rapazes não suportaram, por falta de capacidade física, o andamento vivo dos leões – que atacaram a fundo."

O Sporting venceu o jogo por 9-5 e o único pecado atribuído aos leões teve a ver "com a insistência nos 'driblings' por parte dos interiores num terreno lamacento", no mesmo fim-de-semana em que se encontraram F.C. Porto e Benfica.

O Sporting ganhou o jogo com aparente facilidade. Apenas aparente facilidade. De facto, o Famalicão marcou logo aos 43 segundos, um golo de Pereira ao qual o Sporting reagiu bem antes de se tornar avassalador nos derradeiros minutos do encontro (com 3 golos em apenas 6 minutos). Em foco esteve Peyroteo, ao colocar a sua assinatura em 5 golos, enquanto Vasques, com 2, Travassos e Albano, ambos com 1, apontaram os restantes. Em branco ficou apenas Jesus Correia, num resultado normal para a época e tão raro nos dias que correm, mesmo num jogo com o Famalicão1.



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